Archive for outubro 19, 2010

Projeto autoriza desconto no IR de gastos com reflorestamento

Arquivo – Brizza Cavalcante
Homero Pereira quer incentivo fiscal para reflorestamento.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7224/10 do deputado Homero Pereira (PR-MT), que autoriza pessoas físicas e jurídicas a deduzirem, do imposto de renda, gastos com projetos de reflorestamento e de preservação do meio ambiente. De acordo com a proposta, a dedução será de até 10% do imposto devido.

O deputado Homero Pereira considera que “além de promover a preservação ambiental, a iniciativa vai fomentar a geração de empregos e renda”. O desconto não exclui e nem reduz outros benefícios, abatimentos e benefícios em vigor hoje.

Conforme o projeto, o direito à dedução deverá ser previamente reconhecido pela Delegacia da Receita Federal da jurisdição do contribuinte. A Receita ficará encarregada de fiscalizar a aplicação do incentivo fiscal.

O contribuinte que efetuar as deduções será responsável por irregularidades resultantes dos projetos executados. Na hipótese de fraude ou desvio de recursos, o projeto estabelece que será aplicada multa ao contribuinte, correspondente ao dobro do valor da vantagem recebida.

Tramitação
O PL 7224/10 está apensado ao PL 5974/05, que já foi aprovado nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta, que tramita em urgênciaRegime de tramitação que dispensa prazos e formalidades regimentais, para que a proposição seja votada rapidamente. Nesse regime, os projetos tramitam simultaneamente nas comissões – e não em uma cada de vez, como na tramitação normal. Para tramitar nesse regime é preciso a aprovação, pelo Plenário, de requerimento apresentado por: 1/3 dos deputados; líderes que representem esse número ou 2/3 dos integrantes de uma das comissões que avaliarão a proposta. Alguns projetos já tramitam automaticamente em regime de urgência, como os que tratam de acordos internacionais., agora será analisada pelo Plenário.

Fonte:Agência Câmara.

outubro 19, 2010 at 11:00 am Deixe um comentário

Jardim botânico na serra do Mar vai “engolir” bairro de Cubatão (SP)

 

DE SÃO PAULO

A criação de um jardim botânico na serra do Mar, em Cubatão (Baixada Santista), com área igual à de 441 campos de futebol, fará desaparecer um bairro inteiro, com 1.400 casas. A informação é da reportagem de José Benedito da Silva e Guto Lobato publicada na edição desta terça-feira da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

De acordo com o texto, o projeto já desencadeia uma queda de braço entre o governo, dirigido pelo PSDB, e a prefeitura, pelo PT. O Jardim Botânico de Cubatão, formalizado neste mês pelo governador Alberto Goldman (PSDB), tem 364 hectares, é o maior do Estado em área total e superior aos de São Paulo (164) e Rio (137).

Bem estruturado, o bairro possui luz, telefonia fixa, posto de saúde, igrejas, linha de ônibus e três acessos, mas falta rede de esgoto. A maioria das casas é de alvenaria e não está em área de risco. O decreto levou à criação do “Movimento Água Fria Urgente”, formado por moradores e entidades e que prevê um protesto hoje.

A prefeita diz que não descarta a via judicial, mas vai priorizar uma negociação para alterar o projeto. “Eu não conheço [o projeto] nem o meu povo conhece”, afirma a prefeita Márcia Rosa (PT), que critica o governo por não discutir a proposta e não ter feito audiência pública no local.

OUTRO LADO

O governo de SP diz que a retirada dos moradores da área do Jardim Botânico de Cubatão será feita dentro da lei, que ela é fundamental para a recuperação ambiental da região e que não pode ser alterada porque é exigência de um acordo firmado com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

“Nada foi feito contra a lei”, diz o coronel Elizeu Eclair, coordenador-geral do Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar. É nesse programa, criado em 2007, que está o Jardim Botânico. A área integra o programa “21 Projetos Ambientais Estratégicos”, uma espécie de plano de metas do governo para o setor.

O governo tem, segundo Eclair, duas justificativas para tocar o projeto mesmo com a oposição da prefeitura e dos moradores: uma ambiental e outra judicial. “O bairro Água Fria está totalmente no Parque da Serra do Mar, ao lado do rio Cubatão, onde são captados 70% da água que abastece a Baixada Santista.” O bairro não tem rede de esgoto.

Editoria de Arte / Folhapress/Editoria de Arte / Folhapress

 

Fonte: Folhaonline

outubro 19, 2010 at 10:10 am 1 comentário

Ibama aplica multas de R$ 52 mi e embarga áreas por desmatamento irregular no PA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A operação Arataú, feita por fiscais do Ibama ((Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), combate desde junho o desmatamento ilegal no sul do Pará.

Até hoje, já foram aplicadas cerca de R$ 52 milhões em multas e apreendidas 320 m3 de madeira em tora –equivalente a cerca de 12 caminhões cheios–, uma balsa, 16 caminhões e três tratores encontrados dentro de áreas de floresta onde se constatou extração ilegal de produtos florestais.

Governo para obra que destruía caverna com o maior lago do Brasil
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Aproximadamente 9.000 hectares de desmates irregulares, ou o mesmo que 3,5 vezes a área do arquipélago de Fernando de Noronha, também foram embargadas nos municípios de Pacajá, Portel, Novo Repartimento e Anapu.

Divulgação Ibama
Balsa apreendida pela operação Arataú, no Pará, no momento em que  era carregada com madeira sem documentação
Balsa apreendida pela operação Arataú, no Pará, no momento em que era carregada com madeira sem documentação

No último domingo, os agentes federais flagraram uma balsa, que tinha 100 m3 de madeira em tora entre os municípios de Portel e Pacajá. A embarcação estava atracada no igarapé Água Azul e esperava mais carga.

Além da madeira, foram apreendidas a balsa e o rebocador envolvidos no crime ambiental, avaliados em R$ 500 mil.

“Apesar da Secretaria Estadual de Meio Ambiente já ter liberado a exploração de mais de 500 mil m3 (o correspondente a 20.000 caminhões cheios de madeira), o que se percebe é que continua a ocorrer a intensa exploração ilegal de madeira na região”, diz o chefe da Divisão de Fiscalização do Ibama em Belém, Paulo Maués.

Pacajá e municípios vizinhos estão entre os maiores desmatadores da Amazônia.

Fonte: Folhaonline.

outubro 19, 2010 at 10:00 am Deixe um comentário


 

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